Gabriel Garcia Advogados Associados - Gestão de Crise>

Gestão de Crise

O Brasil enfrenta uma das maiores crises de sua história. Empregos derreteram, o dinheiro e os clientes sumiram, é um mar de caos nunca antes visto, no qual empresas que sempre foram estáveis balançam e todos têm de se adaptar para uma realidade complicada.

A situação é de fato tão grave que muitos simplesmente desistiram de tentar resolver os problemas financeiros que foram se avolumando, mas assim como não existe bem eterno, não há mal que dure para sempre, e ali, bem na esquina já está o alvorecer de um novo sol, e tudo que foi jogado para baixo do tapete terá de ser resolvido.

Neste sentido, nosso escritório, com dezesseis anos de experiência em gestão de passivos se apresenta para sua empresa como uma solução para a administração destes seus passivos, tudo para que sua empresa possa se dedicar ao que realmente interessa, deixando a negociação e atendimento de seus credores conosco.

Como Funciona este Serviço

A primeira coisa que fazemos é reunir nossa equipe de trabalho para fazer um levantamento do seu passivo financeiro, após entramos em contato com todos credores e informamos que deste ponto em diante toda negociação do passivo financeiro é feita diretamente conosco.

De outro lado, definimos com você qual a sua possibilidade de pagamento mensal e assim, através de tratativas com seus credores buscamos uma renegociação das dívidas com redução dos valores e alongamento de prazo. Todas negociações ao final deverão ser avalizadas por você.

Conjuntamente a isto vamos centralizando todas ações de execução e cobrança que sua empresa for recebendo e vamos tomando as medidas jurídicas necessárias para a proteção do seu patrimônio, inclusive o ajuizamento, se for o caso de ações revisionais de contrato ou de demandas que visem aumentar o seu ativo através por exemplo de recuperação de créditos tributários.

Avaliação

Ao fechar o contrato sua empresa recebe um login com o qual pode acessar nosso sistema e acompanhar on-line a sua situação, bem como se comunicar com nossa equipe de forma ágil e simples, transformando nosso escritório em um verdadeiro braço de gestão de crise de sua empresa.

Existe saída para o endividamento ?

No momento em que uma pessoa ou empresa entra em um ciclo de endividamento parece que simplesmente não há mais saída para aquela situação, no entanto, após mais de 16 anos atuando na assessoria de pessoas e empresas superendividadas fica muito claro para nós que existem saídas sim, no entanto estas passam não só por simples defesa judicial das questões, mas por uma modificação na forma de agir e atuar das empresas e pessoas.

Mas qual a saída ?

Nosso método de trabalho consiste nas seguintes etapas

1 - Levantamento do total das dívidas da empresa;

2 - Análise da viabilidade econômica da empresa;

3 - Avaliação sobre as causas do endividamento;

4 - Assumir a negociação extrajudicial de todas dívidas da empresa;

5 - Ajuizamento de ações judiciais questionando as dívidas e forçando alargamento dos prazos, inclusive se for o caso recuperação judicial;

6 - Indicar modificações estruturais na empresa para sair do ciclo vicioso;

7 - Definição de plano de pagamento para os credores;

8 - Fechamento de acordos judiciais e extrajudiciais com os credores;

9 - Nova análise da situação de endividamento da empresa;

10 - Encerramento do trabalho com apresentação dos resultados obtidos

Fatos interessantes sobre endividamento

Na Roma antiga, quando alguém estava devendo e não conseguia pagar algo ele era então vendido como escravo para fora do império para que seus débitos fossem quitados. Para ser ofertado para venda, o sujeito era atado em um poste (hasta) em uma pública, dai o termo hasta pública pelo qual denominamos os leilões, mas se ninguém aparecesse com uma oferta, o infeliz então era esquartejado e cada um de seus credores recebia um pedaço do pobre coitado.

A coisa toda funcionou assim até que lá pelas tantas um senador romano acabou atado no poste, foi ai então que o senado rapidinho mudou a lei, e proibiu o esquartajamento bem a tempo de salvas o pescoço do senador...

E dai em diante tudo mudou (ou não), pois com a humanização do direito, e acima de tudo com o avanço do capitalismo ficou claro que melhor que um devedor em um poste, é ele na rua trabalhando, pois assim além do credor poder receber ele pode ainda cobrar juros altíssimos e transformar o mesmo em um escravo moderno.

E a coisa toda ia neste mote, visto que se entendia que uma vez acordado algo entre as partes isto não mais poderia ser mudado, pois o contrato fazia lei entre as partes, pacta sunt servanda, no entanto, ainda na idade média esta questão começou a ser questionada, neste sentido a famosa passagem do livro de William Shakespeare, "O Mercador de Veneza", na qual o escritor inglês conta que um jovem de nome Bassânio, pediu emprestados para um agiota chamado de Shylock, a quantia de três mil ducanos, para o qual da em garantia de pagamento uma libra da carne do seu corpo. O contrato foi firmado em cartório, Bassânio recebeu o dinheiro, e como era de se esperar para haver estória, não conseguiu pagar, razão pela qual Shylock recorreu a justiça para executar o contrato e cortar a uma libra de carne do jovem corpo. A questão vai a julgamento e então o Magistrado responsável pelo caso julga a causa afirmando que: de fato, o contrato é válido e o credor tem direito de retirar uma libra de carne do corpo do seu devedor, nem mais, nem menos, mas, no entanto, disse o magistrado - nenhuma gota de sangue.

O que Shakespeare narra era um sentimento que já existia lá na idade média de que uma coisa é existir um contrato, outra é existir justiça, e que o bom magistrado, busca cumprir o contrato, mas com justiça, e é por tal que entendo que o caso do Mercador de Veneza é a primeira noção de revisional de contrato narrada na história.

O direito foi evoluindo, e as penas de restrição de direitos por dívidas foram sumindo de todos ordenamentos jurídicos modernos, vez que emprender é risco, e emprestar dinheiro a juros também é risco, logo ambas as partes podem lucrar, ou podem perder, mas isto nunca poderá significar qualquer perda de direitos para as mesmas, exceto se existir um crime envolvido, como por exemplo estelionato, etc.

Desta forma, ao longo dos anos foi se tomando a noção de que os contratos de empréstimos devem ser justos, que podem ser executados, mas sempre dentro de uma lógica, de justiça e de equidade, sendo absolutamente ilegal imaginar-se um contrato com ganhos demais para uma das partes.

Gostaria de saber mais?

Envie uma mensagem sem compromisso para o nosso escritório que lhe retornaremos o contato explicando melhor como podemos lhe ajudar.

Gabriel Garcia Advogados Associados
Rua Furriel Luiz Antônio Vargas, 380/411, Bela Vista, Porto Alegre/RS , CEP 90470-320